Notas de Interés
Diretor da Libbs destaca cultura da empresa
Em entrevista EXCLUSIVA ao Portal 2A+Farma, o diretor de operações da Libbs Farmacêutica, Carlos Reis, fala sobre os ano

 

 

Em entrevista EXCLUSIVA ao Portal 2A+Farma, o diretor de operações da Libbs Farmacêutica, Carlos Reis, fala sobre os anos de esforço da empresa pela eficiência do sistema de rastreabilidade. A Libbs  é uma das empresas que realizam, com a Anvisa, o projeto-piloto de rastreabilidade de medicamentos. A primeira fase do projeto prevê o alinhamento de processos com todos os elos da cadeia, para que entre em vigor, oficialmente, em 2022.

 

A rastreabilidade de medicamentos tem como objetivo oferecer segurança para o paciente, que, por meio de um código impresso na caixa do medicamento, poderá ter acesso a todo percurso do produto, desde a sua produção, até o ato da compra.

 

Qual a importância da rastreabilidade de medicamentos para o consumidor final?

A rastreabilidade de medicamentos elevará o Brasil para outro patamar, no ponto de vista de segurança. Com a consolidação desse projeto, o paciente tem a certeza que o produto percorreu toda a cadeia e saberá a exata origem do que está comprando; a vigilância sanitária reforça seus mecanismos de controle; quem produz terá como saber se o medicamento chegou ao destino correto.

 

Desde quando a empresa vem se preparando para esta nova realidade?

A Libbs foi a primeira indústria farmacêutica brasileira a implantar o sistema que permite o rastreamento de medicamentos. Em 2014 a empresa produziu o primeiro lote de um medicamento rastreável, imprimindo o código bidimensional Datamatrix nas embalagens do contraceptivo Iumi.  A Libbs sempre teve em  seu radar a segurança dos pacientes. Isto está em nossa cultura, em nosso DNA. Houve, desde 2006, muitas iniciativas de como poderíamos dar mais segurança para os pacientes.

 

Em 2009, quando saiu a legislação mais específica sobre Identificador Único de Medicamento (IUM), que poderia ser com selo, ou com impressão do datamatrix (RDC 59/2009, que definia as diretrizes do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos), passamos a trabalhar com essa tendência e tentar desenvolver a tecnologia para isso. Na verdade, não existia tecnologia. Começamos a fazer testes bem pequenos com os nossos parceiros fornecedores, como por exemplo, colocar cartucho em uma linha e começar a fazer impressão. Depois, tentar ler e ver se funcionava.

 

Naquela época, por volta de 2010, não havia nem câmeras com resolução adequada e velocidade adequada para captar o que estava expresso. Muita gente falava que estávamos tentando fazer um caminho feliz. Em vez de tentar praticar a solução, começaram a criticar a Libbs. A Libbs entendia que o esforço era pela segurança, que era um atitude super importante para os pacientes, e por isso não se rendeu às dificuldades nem às críticas do setor.

 

O sistema de rastreabilidade da Libbs encontra-se em qual estágio?

O modelo todo não está completo ainda, mas estamos bem à frente devido ao que fizemos lá no passado, de superar os problemas mesmo fazendo o “caminho feliz” . Muita gente que lá atrás falou que o que fazíamos era “caminho feliz”, hoje entende que acertamos ao apostar na rota de pensar grande, de pensar no paciente, com testes pequenos, para depois resolver o grande.

 

A  fase do projeto-piloto para alinhamento de processos com todos os elos da cadeia é um processo longo?

Este processo deve demorar no máximo um ano . Dentro desse tempo, todos os processos serão cobertos e as definições serão feitas e emitidas os pareceres pelos técnicos da Anvisa.

 

Temos tecnologia suficientemente avançada para suportar este avanço?

A tecnologia no mundo é muito aguçada. Em 2010 não havia tecnologia e hoje estamos com soluções de ponta. Eu entendo que a tecnologia já atende ao que necessitamos. Para se ter uma ideia, hoje eu já tenho todas as minhas linhas com impressão de rastreabilidade. Falta o alinhamento com alguns elos da cadeia, mas principalmente resolver a equação entre a tecnologia e os processos das indústrias, o que é possibilitado com os testes. O desafio é chegar a um texto final que contemple as mais diversas possibilidades da cadeia, já que cada empresa possui características diferentes. Nossa tecnologia a nem sempre é totalmente replicável para uma outra empresa, porque há empresas com características diferentes, com linhas diferentes, processos diferentes, velocidades diferentes. O que nós estamos tentando fazer é que nesse piloto da Anvisa todas as possibilidades da cadeia de suprimentos de medicamentos sejam cobertas.

 

Ha diálogo com fornecedores de tecnologia nesse processo de testes?

A Anvisa está tá muito proativa. Há um comitê técnico (Comitê de Acompanhamento da Implantação da Fase Experimental do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos – SNCM) e temos reuniões frequentes na própria sede da Anvisa falando sobre quais são os passos em relação às tecnologias e quais os parceiros que podemos chamar. A Agência se mostra bem aberta a ouvir os parceiros das empresas.

 

Qual a maior motivação para que todo esse esforço dê resultado?

Os desafios precisam ser superados em nome da saúde do pacientes, que é o grande beneficiado, não em nome da farmacêutica, nem do distribuidor. Precisamos estar muito conscientes disso.

 

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