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Grupo Mafra investe em fabricação de máscaras em SC
Investimento é para para abastecer hospitais brasileiros

 

_Produtos estarão disponíveis no início de maio e serão direcionados exclusivamente para mercado nacional, com preços mais baixos do que os importados_

_Planta empregará profissionais que poderia perder emprego na crise e estimulará economia local dando prioridade a fornecedores da região_

 

O Grupo Mafra, maior distribuidor de insumos hospitalares do Brasil, iniciou esta semana a produção própria de máscaras e álcool-gel, em uma nova planta localizada no seu polo industrial da Cremer, em Blumenau (SC).

A unidade faz parte de um investimento de R$ 5 milhões do Grupo para combater a pandemia do coronavírus e tem capacidade inicial de produzir 100.000 máscaras/dia (2.000 pacotes), o que significa mais de 2 milhões de máscaras/mês. O material estará disponível para o mercado dentro de aproximadamente 20 dias.

A produção de álcool-gel já está em andamento, com  capacidade de 4.000 frascos de 500ml/dia.

Toda a produção da primeira semana será doada para órgãos públicos, governo e aos 3 mil funcionários da empresa, que estão trabalhando em turno integral para garantir o abastecimento de hospitais em todas as regiões do Brasil. Somadas, as doações chegam a R$ 2 milhões.

A nova planta empregará cerca de 150 profissionais. Inicialmente, serão realocados funcionários das operações de empresas do grupo, porém a ideia é que sejam gerados novos postos de trabalho no futuro. A nova fábrica também beneficiará a economia local, atuando com fornecedores da região de Blumenau (SC).

O objetivo da empresa, que tem capital 100% nacional, é baratear os custos dos insumos para os hospitais nacionais. Segundo Leonardo Byrro, CEO do Grupo Mafra, os custos com a alta do mercado internacional de materiais hospitalares subiram entre 30 e 40 vezes em relação ao que eram praticados antes da pandemia. “Com o ‘Custo-Covid’, o preço por unidade de máscara cirúrgica importada da China passou de U$0,007 para U$0,25, fora os demais custos de frete e aumento do efeito cambial”, afirma o executivo.

O “Custo-Covid” representa o pico de preços de materiais de primeira necessidade. Contempla, além do aumento do valor do produto na China, a taxa de câmbio (+25%); o frete aéreo (+6 vezes ou +600%, que passou de US$ 3/kg para US$ 20 kg) e o frete doméstico que chega a custar duas vezes mais no aéreo e até 60% mais no rodoviário.

“Nenhum país é autossuficiente em máscaras. China, com 50%, e outros países asiáticos como Coreia do Sul, são ainda os principais fornecedores do mundo e do Brasil, respondendo por mais de 80% das máscaras e insumos similares disponibilizados ao mercado nacional”, explica.

Com a produção própria de máscaras e aventais, os preços desses produtos para os hospitais públicos e privados serão bem mais baixos do que os dos produtos importados.

Além da produção própria, o Grupo Mafra vem realizando uma série de outras iniciativas para combater a pandemia e garantir o abastecimento do mercado interno:

- Parcerias público-privadas: a empresa firmou parcerias com hospitais e órgãos públicos e privados em diversas regiões do Brasil, como o Hospital das Clínicas de São Paulo, as prefeituras de Blumenau e região do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, e cidades como Pouso Alegre e São Sebastião do Paraíso, em Minas Gerais. Também vem conversando diretamente com o governo federal e Secretarias da Saúde estaduais e municipais para acompanhamento da situação;

- Parceria com outros fornecedores nacionais: empresas como a GVS, que fabricam insumos mais demandados (máscaras, aventais, luvas e gorros), têm prioridade na distribuição;

- Aumento da malha logística: o investimento de R$ 5 milhões contempla além da nova fábrica a ampliação de Centros de Distribuição e da frota própria, hoje com 210 caminhões, para garantir que carros rodem dada redução de cerca de 80% da malha aérea;

"Essa é uma guerra para todos. Estamos confiantes de que com as parcerias público-privadas e a produção própria, aliados aos esforços de toda a indústria, importadores e dos órgãos responsáveis, teremos uma estrutura de saúde rígida o suficiente para responder ao pico da curva e desacelerar o mais rápido possível o aumento de casos no Brasil", conclui Byrro.

 
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